"A comunicação entre computadores criou um novo sistema de redes de comunicação global e horizontal que, pela primeira vez na história, permite que as pessoas comuniquem umas com as outras sem utilizar os canais criados pelas instituições da sociedade para a comunicação socializante." M. Castells

sexta-feira, maio 12, 2006

O que esperar do Tratado de Bolonha? Resistência á mudança...

"A Convenção ou Tratado de Bolonha é um tratado europeu que visa a uniformização do ensino universitário e politécnico dos países pertencentes à União Europeia. "
"O período de 2003/2005, é um período de transição, com adaptação dos cursos às novas exigências do Tratado de Bolonha, que vai tornar o ensino mais homogéneo, tanto no número de anos como nos créditos, de modo a permitir a livre circulação de estudantes, professores e profissionais no espaço europeu. Países como Portugal e Espanha integram esta adesão em 2005, conforme decisão da Conferência da Ministros responsáveis pelo Ensino Superior realizada em Berlim, a 19 de Setembro de 2003."

quinta-feira, maio 04, 2006

Seminário – A mulher e o telemóvel



“Este pequeno aparelho transformou-se no maior aliado das mulheres. À distância de um toque, cuidam dos filhos, trabalham, organizam a casa e mantêm amizades.”
"Um estudo revela que os homens mais jovens se deixam seduzir, com mais facilidade que as mulheres, pela estética e novos componentes dos telemóveis. O sexo feminino preocupa-se mais com as questões de segurança e fácil manuseamento."
Foram questões como as anteriores que me levaram a questionar, a diferente utilização do telemóvel por parte do sexo feminino e como as diferenças de género dão origem a tão diferentes utilizações e opiniões face a esta “simples” forma de comunicar.
Esta minha escolha insere-se na temática estudada, Sociedade em Rede – Sociedade Móvel, e pretende explorar os factores de diferenciação da utilização do telemóvel relativamente ao género feminino.

terça-feira, abril 25, 2006

On-line/Off-line


Democracia é o "governo do povo para o povo", democracia opõe-se às formas de ditadura e totalitarismo onde o poder está assente numa elite.
Assim sendo, será a Internet, e consequentemente a Sociedade de Informação, democrática?
Será esta rede totalmente livre, promovendo direitos humanos basilares como o direito á livre expressão e informação sem entrar em colisão com outros não menos importantes como o direito á privacidade?


O direito de acesso à tecnologia é disposto no artigo 27.1 da Declaração
Universal dos Direitos Humanos (DUDH), onde se afirma que “todos têm
o direito de ... partilhar do avanço científico e de seus benefícios”.

Na teoria a Internet, a Rede das redes, é um meio/veiculo para a promoção da democracia, o acesso á tecnologia é efectivamente um Direito Humano. Mas na prática e á semelhança das redes biológicas e das suas propriedades topológicas a Internet parece deparar-se perante a impossibilidade de ser democrática.
A Internet evoluiu muito nos últimos anos, transformando-se numa ferramenta fundamental para o fluxo de informações, para a inclusão digital e, cada vez mais, para as relações comerciais. Dessa forma, a hegemonia norte-americana no controle da rede mundial de computadores passou a ser questionada.
Em Dezembro de 2003, durante o encontro mundial da Sociedade da Informação, Kofi Annan, secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), e os participantes da reunião, aprovaram a criação de um grupo de trabalho para definir questões globais de regulação da web.
"Num mundo cada vez mais global, onde a comunicação se tornou matéria prima estratégica e se multiplica explosivamente a economia do imaterial, as redes de comunicação desempenham um papel fundamental. O controlo da Internet confere á potencia que o exerce uma vantagem estratégica decisiva. Como, no século XIX, o controlo das vias de navegação tinha levado a Inglaterra a dominar o mundo." Le Monde
Actualmente a gestão da Internet é detida pelos EUA, responsavél por toda a conseção e registo de domínios e protocolos de Internet (IP) em todo o mundo. A União Europeia defende um novo modelo administrativo cooperativo, onde a Internet fique sujeita a uma legislação internacional e não ás normas dos Estados Unidos.
Conhecimento cada vez mais significa poder. Os países que melhor gerirem esta revolução da informação serão os mais poderosos!
Estamos perante o perigo que a Internet e a Democracia não coexistam em plena harmonia, o perigo de uma cisão da sociedade global e local numa classe on-line e outra off-line. Presentemente o caminho que a sociedade da informação parece seguir aponta para mais exclusão que integração, promovendo o conflito em detrimento do consenso. Um pano de fundo global que, na minha opinião, acentua não só as diferenças entre países industrializados e o resto do mundo, mas também as desigualdades dentro desse países industrializados e/ou em desenvolvimento tendem a crescer.
E Portugal? Muito há a fazer, mas não podemos negar a importância da Sociedade da Informação, em geral e da Internet em particular, na Democracia.
“A comunicação portuguesa, intitulada "Melhor Governo, Cidades Digitais e Inovação", no âmbito do "Debate Ministerial sobre Políticas", versou ainda sobre o "Programa das Cidades Digitais", vocacionado para a criação de plataformas de competitividade e inovação – actualmente em aplicação pelo Governo nacional - e a "aproximação info-inclusão", com a promoção de conteúdos plurilinguístico-culturais, capacitação para todos, disposições especiais para pessoas com deficiências e banda larga acessível, com base num ambiente de viva concorrencialidade na indústria das telecomunicações. A contribuição portuguesa conclui recomendando que a CMSI, Cimeira Mundial sobre a Sociedade da Informação, se concentre no Cidadão, como centro e principal actor de uma Sociedade de Informação universal e acessível.”

sábado, março 25, 2006




"Precisamos de rupturas fortes, com criatividade"
Filipe de Botton




Slogans, como este, de incentivo à criatividade são uma constante no nosso dia a dia, mas alguma vez pensámos sobre o seu excesso? Que problemas poderão advir pelo excesso de criatividade?
Um novo estudo sobre criatividade, desenvolvido por três cientistas israelitas, afirma que nada enclausura tanto a mente, nada inibe o dom artístico mais brutalmente do que o excesso de liberdade, espaço demais para a imaginação. Eles argumentam que a verdadeira fonte da criatividade produtiva talvez esteja nos supostos entraves da arte: as regras e a estrutura.
No seu relatório, descrevem experiências nas quais analisavam famosos anúncios e onde descobriram que estes adoptavam fórmulas específicas, a que eles chamam modelos. Um dos modelos encontrado com mais frequência foi o chamado modelo de substituição. O caso da Nike, por exemplo, eles analisaram um anúncio da Nike em que um grupo de bombeiros está prestes a fazer um salvamento, estão a olhar para cima como se alguém estivesse na iminência de saltar de um prédio em chamas. No lugar da comum rede está um enorme ténis da Nike, com letreiro "lugares bem seguros para pousar". Substitui-se assim a rede salva-vidas que amortece a queda de uma pessoa e impede a sua morte.
Estes três cientistas vêm assim refutar um velho princípio da teoria da criatividade segundo o qual as ideias mais originais resultam da liberdade total, da mudança de paradigmas, do fluxo de consciência. Eles argumentam que ao trabalhar com modelos (regras e estruturas) se podem limitar as opções e concentrar o raciocínio numa direcção específica, rigorosa e perspicaz que pode originar resultados comparativamente mais “criativos”.
In "The New York Times"

quarta-feira, março 15, 2006

Mercado Global ou Modelo Social?

Samir (India) – That’s true, I can afford to choose and I’ll take Europe.
From a professional point of view the opportunities are the same and the difference is in the rest.
And the rest is very important: respect, safety and trust are the things that matter the most when I look into the future.
That humanist culture capable of integrating such diversity is the guarantee that makes me wish to be a father there, to build my future in Europe.

“Feeling European, Acting as a Global Player”

“We, the people of Europe, we solemnly declare that we have a dream, that we behold a vision and that we are convinced that people are the prime factor in our relentless pursuit of peace, prosperity, meaning, beauty and happiness.”

A Agenda de Lisboa traça objectivos voltados para o desenvolvimento europeu e para uma competitividade ajustavel com outros modelos de mercado. Era pretensão desta cimeira fazer da Europa, em 2010, uma das economias mais competitivas baseada em dois vectores essenciais: tecnologias da informação e conhecimento, e sua estreita correlação. Objectivos estratégicos: Fazer da União Europeia uma área dinâmica e competitiva, baseada na inovação e conhecimento, capaz de alcançar elevados níveis de crescimento e melhores empregos não descurando do seu principio basilar, a coesão social.
Qual será o papel das tecnologias para o desenvolvimento? Como é que as instituições de ensino se irão readaptar para irem de encontro a esta Sociedade de Informação? Existirá um verdadeiro modelo europeu voltado para uma sociedade do conhecimento e da informação?
São questões levantadas pelo “eEurope Advisory Group” no qual tem participação o professor Roberto Carneiro. Estas questões são colocadas para se poderem identificar os desafios, o rumo a tomar, os interessados na matéria, os obstáculos e as ferramentas a utilizar para atingir-mos o tão mencionado objectivo de uma competitividade centrada na sociedade e no indivíduo.

A questão que remanesce é: O que venderá a Europa ao resto do mundo dentro de 10 a 15 anos? E como é que as TIC ajudarão a Europa e os seus processos, produtos e serviços a chegarem mais perto das necessidades do mercado, hoje e no futuro?

E Portugal?

O Centre for European Reform (CER) estudou 27 países europeus quanto aos objectivos cumpridos relativamente à Agenda de Lisboa e colocou Portugal na décima oitava posição. O documento elaborado pelo CER e divulgado recentemente tem o título "The Lisbon Scoreboard V: Can Europe Compete?". O CER considerou neste estudo os 25 países membros da União Europeia, mais a Roménia e a Bulgária, e concluiu que a Suécia foi o país que melhor respondeu aos requisitos da Agenda de Lisboa durante estes cinco primeiros anos. A Dinamarca, a Hungria, a Irlanda e o Reino Unido também foram destacados pela sua evolução positiva no sentido da concretização dos objectivos da Agenda de Lisboa. Pelo contrário, a Itália foi considerada o país que se comportou pior.

Relativamente a este estudo não somos a “cauda da Europa”, como nos acostumamos a ser designados. Mas muito há ainda a fazer! Portugal tem de perseguir, á semelhança de toda a Europa, o tão aclamado sonho europeu baseado nas pessoas e na sua harmoniosa integração. Vivemos numa sociedade multicultural, onde o respeito pelas pessoas e diferentes identidades se coloca em primeiro plano.
Importa falar de tecnologia depois de falar nas pessoas e em conhecimento, estes três princípios basilares têm de ser relacionados, pois a tecnologia por si só não acrescentará valor para este desejado posicionamento estratégico europeu e consequentemente português. As tecnologias serão uma importante alavanca mas sem competências para as operar não passarão de isso mesmo, e continuaremos a ser arrastados pela mudança em vez de criarmos vantagem competitiva.

quinta-feira, março 09, 2006

Comentário a: "A Sociedade relaxada, bela e saudável" By Notas Tecnológicas

Entre tantos posts possíveis para comentar, este chamou-me á atenção pela sua aparente simplicidade. Simplicidade gráfica, simplicidade na linguagem e exposição, em resumo clareza e pertinência de discurso.
São referidos exemplos chave de produtos que diariamente chegam até nós, quer através do seu consumo quer através da poderosa força da publicidade. É essa força que importa reflectir/estudar, e que em minha opinião foi exposta de forma clara com referência a casos concretos da matéria estudada. Ultrapassou claramente o caracter opinativo de um blog, com uma boa articulação entre exemplos práticos e matéria.
Questões como “Abundância e Diversidade”, “Cultura da Velocidade”, “Ciclos curtos” e, sem poder deixar de referir o meu tão querido tema, “Era do Feminino” pareceram-me exploradas de forma pertinente e enquadradas convenientemente nos exemplos como: Leite Matinal, Néstle e os seus cereais integrais, entre outros.
Também me gradou pessoalmente esta referência devido ao olhar sempre atento que temos que ter como consumidores:
“A velocidade da era em que vivemos impossibilita a vida relaxada que a Matinal promete. As doenças como o Cancro ou a SIDA, ou mesmo esta pandemia da gripe aviaria, que todos esperamos, deitam por terra o desafio Actimel.”
É o percepcionar de que alguns destes novos valores entram em contradição; de que aquilo que nos é “prometido”, a beleza, a saúde e a felicidade chocam com os valores tidos como estruturantes da nossa sociedade.

Este exercício fez-me dar atenção a algo que de outra força não aconteceria. Aconselho a leitura deste Post!

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quarta-feira, fevereiro 22, 2006

"O consumo como espelho do que somos"

"Não basta ter uma boa marca. É preciso ter um bom argumento para vender… às mulheres!" Como mãe, dona de casa, profissional ou simplesmente ser humano, a mulher é a grande decisora ou prescritora do que se consome.
Que nova mulher é esta?
Uma mulher do século XXI que concentra em si uma ampla variedade de papeis, alguns deles tidos como tipicamente masculinos, e que tem vindo progressivamente a ganhar um peso crescente nas decisões de consumo. Estamos perante a "Era do Feminino" onde os códigos de comunicação estão em constante mudança.
O unúncio da Galp traduz o assumir por parte da mulher de um papel tipicamente masculino para tentar realçar a leveza do produto em questão, a bilha do gás. Existe um adequar das caracteristicas do produto ás carecteristicas femininas. Mas quando me refiro à "Era do feminino", refiro-me à alteração de alguns estereótipos na área do marketing pela crescente valorização dos valores femininos. Por exemplo: a Nivea foi pioneira na mudança do modelo escultural de beleza que imperava na industria da cosmética, esse fenómeno apesar de funcionar lindamente para o sexo oposto, não funcionava positivamente para a mulher. As marcas aproximaram-se das suas consumidoras, e exemplo disso são também os actuais anúncios da Dove onde foram escolhidas "modelos" que realçavam e valorizavam as suas diferenças. Campanha esta apelidada de "Beleza Real".
Spot publicitário Dove
"Estas 6 mulheres reais foram seleccionadas nas ruas e escolhidas pela sua auto-confiança e entusiasmo, tendo posado com a sua própria roupa interior, sem qualquer maquilhagem ou retoque fotográfico."
A velocidade, como um novo valor em ascensão, também ganha uma nova importância. O tempo é tido como factor crítico e a sua valorização é crucial quando se tenta comunicar com esta nova mulher acumuladora de funções, cada vez mais exigente e com menos tempo.
"Romper com as fronteiras tradicionais do masculino/feninino e explorar assumidamente a vertente feminina pode permitir a algumas marcas ganhar um mercado com potencial crescente."