O que esperar do Tratado de Bolonha? Resistência á mudança...
"A comunicação entre computadores criou um novo sistema de redes de comunicação global e horizontal que, pela primeira vez na história, permite que as pessoas comuniquem umas com as outras sem utilizar os canais criados pelas instituições da sociedade para a comunicação socializante." M. Castells



“Feeling European, Acting as a Global Player”
“We, the people of Europe, we solemnly declare that we have a dream, that we behold a vision and that we are convinced that people are the prime factor in our relentless pursuit of peace, prosperity, meaning, beauty and happiness.”
A Agenda de Lisboa traça objectivos voltados para o desenvolvimento europeu e para uma competitividade ajustavel com outros modelos de mercado. Era pretensão desta cimeira fazer da Europa, em 2010, uma das economias mais competitivas baseada em dois vectores essenciais: tecnologias da informação e conhecimento, e sua estreita correlação. Objectivos estratégicos: Fazer da União Europeia uma área dinâmica e competitiva, baseada na inovação e conhecimento, capaz de alcançar elevados níveis de crescimento e melhores empregos não descurando do seu principio basilar, a coesão social.
Qual será o papel das tecnologias para o desenvolvimento? Como é que as instituições de ensino se irão readaptar para irem de encontro a esta Sociedade de Informação? Existirá um verdadeiro modelo europeu voltado para uma sociedade do conhecimento e da informação?
São questões levantadas pelo “eEurope Advisory Group” no qual tem participação o professor Roberto Carneiro. Estas questões são colocadas para se poderem identificar os desafios, o rumo a tomar, os interessados na matéria, os obstáculos e as ferramentas a utilizar para atingir-mos o tão mencionado objectivo de uma competitividade centrada na sociedade e no indivíduo.
A questão que remanesce é: O que venderá a Europa ao resto do mundo dentro de 10 a 15 anos? E como é que as TIC ajudarão a Europa e os seus processos, produtos e serviços a chegarem mais perto das necessidades do mercado, hoje e no futuro?
E Portugal?
O Centre for European Reform (CER) estudou 27 países europeus quanto aos objectivos cumpridos relativamente à Agenda de Lisboa e colocou Portugal na décima oitava posição. O documento elaborado pelo CER e divulgado recentemente tem o título "The Lisbon Scoreboard V: Can Europe Compete?". O CER considerou neste estudo os 25 países membros da União Europeia, mais a Roménia e a Bulgária, e concluiu que a Suécia foi o país que melhor respondeu aos requisitos da Agenda de Lisboa durante estes cinco primeiros anos. A Dinamarca, a Hungria, a Irlanda e o Reino Unido também foram destacados pela sua evolução positiva no sentido da concretização dos objectivos da Agenda de Lisboa. Pelo contrário, a Itália foi considerada o país que se comportou pior.
Relativamente a este estudo não somos a “cauda da Europa”, como nos acostumamos a ser designados. Mas muito há ainda a fazer! Portugal tem de perseguir, á semelhança de toda a Europa, o tão aclamado sonho europeu baseado nas pessoas e na sua harmoniosa integração. Vivemos numa sociedade multicultural, onde o respeito pelas pessoas e diferentes identidades se coloca em primeiro plano.
Importa falar de tecnologia depois de falar nas pessoas e em conhecimento, estes três princípios basilares têm de ser relacionados, pois a tecnologia por si só não acrescentará valor para este desejado posicionamento estratégico europeu e consequentemente português. As tecnologias serão uma importante alavanca mas sem competências para as operar não passarão de isso mesmo, e continuaremos a ser arrastados pela mudança em vez de criarmos vantagem competitiva.
Entre tantos posts possíveis para comentar, este chamou-me á atenção pela sua aparente simplicidade. Simplicidade gráfica, simplicidade na linguagem e exposição, em resumo clareza e pertinência de discurso.
São referidos exemplos chave de produtos que diariamente chegam até nós, quer através do seu consumo quer através da poderosa força da publicidade. É essa força que importa reflectir/estudar, e que em minha opinião foi exposta de forma clara com referência a casos concretos da matéria estudada. Ultrapassou claramente o caracter opinativo de um blog, com uma boa articulação entre exemplos práticos e matéria.
Questões como “Abundância e Diversidade”, “Cultura da Velocidade”, “Ciclos curtos” e, sem poder deixar de referir o meu tão querido tema, “Era do Feminino” pareceram-me exploradas de forma pertinente e enquadradas convenientemente nos exemplos como: Leite Matinal, Néstle e os seus cereais integrais, entre outros.
Também me gradou pessoalmente esta referência devido ao olhar sempre atento que temos que ter como consumidores:
“A velocidade da era em que vivemos impossibilita a vida relaxada que a Matinal promete. As doenças como o Cancro ou a SIDA, ou mesmo esta pandemia da gripe aviaria, que todos esperamos, deitam por terra o desafio Actimel.”
É o percepcionar de que alguns destes novos valores entram em contradição; de que aquilo que nos é “prometido”, a beleza, a saúde e a felicidade chocam com os valores tidos como estruturantes da nossa sociedade.
Este exercício fez-me dar atenção a algo que de outra força não aconteceria. Aconselho a leitura deste Post!
"Não basta ter uma boa marca. É preciso ter um bom argumento para vender… às mulheres!" Como mãe, dona de casa, profissional ou simplesmente ser humano, a mulher é a grande decisora ou prescritora do que se consome.
Por exemplo: a Nivea foi pioneira na mudança do modelo escultural de beleza que imperava na industria da cosmética, esse fenómeno apesar de funcionar lindamente para o sexo oposto, não funcionava positivamente para a mulher. As marcas aproximaram-se das suas consumidoras, e exemplo disso são também os actuais anúncios da Dove onde foram escolhidas "modelos" que realçavam e valorizavam as suas diferenças. Campanha esta apelidada de "Beleza Real".